segunda-feira, 16 de março de 2009


BICHO HOMEM

Chorei enquanto acompanhava os últimos acontecimentos no mundo.
Como as coisas chegaram a esse ponto? Enquanto eu berrava parecia que todos estavam surdos.
Por onde eu estava esse tempo todo?
Não acreditei no que vi, o mundo estava um nojo.

Pessoas sem ter o que comer num mundo cheio de comida.
Pessoas sem ter o que beber num mundo cheio de bebida.
Pessoas sem ter o que vestir num mundo frio.
Milhares morrendo a cada inverno de cada ano nesse mundo sombrio.

Aos poucos me projetavam numa tela tudo o que havia acontecido.
Era o "bicho homem” novamente, causando transtorno ao resto dos seres vivos.
Eu simplesmente não acreditava no que devia acreditar.
Quanta maldade, Senhor, minha morte não serviu para alertar.

Fiquei indignado quando vi a Igreja negando o dom de pessoas e atacando-lhes no fogo ardente.
Do outro lado do mundo um homem atacou dois aviões nas duas maiores torres da América e estava sorridente.
Aquele muro que separou uma única Alemanha separou a vida de muita gente.
Que absurdo aquela bomba que caiu sobre os povos japoneses.

Como foi possível um único homem matar tantos Judeus?
Acabaram com os índios na Amazônia, e sua cultura, agora, apenas em museus.
Escravizaram os negros em quase toda parte do globo.
Pra que te deram inteligência, homens tolos?

Muçulmanos estão interpretando os ensinamentos de forma errada e achando que “se matando” chegarão ao Reino de Deus.
Familiares das vítimas Inglesas e Espanholas choram até hoje a dor daqueles atentados terroristas que mataram os seus.
Quanta corrupção no meio daqueles que deveriam representar seus povos.
Quantas guerras estão matando nossas crianças que sem entender nada tem lágrimas escorrendo pelos seus olhos.

Até no clima o homem se meteu.
O céu está mais quente e o gelo derreteu.
Eles inventaram o dinheiro.
E com ele a sua alma adoeceu.
-
O homem fez o que quis e hoje sofre as conseqüências desses atos impensados.
Ondas gigantes que ultrapassam a areia e nos rios peixes afogados.
Tufões, terremotos, geleiras descongelando, enchentes e carros atolados.
E mesmo assim eles não enxergam, continuam com os olhos vendados.

Miséria, fome, doença e destruição.
Ganância, gula, luxúria e corrupção.
Homicídios, genocídios, guerras santas e prostituição.
Estupros, pedofilia, infanticídios e mais punição.

Até quando vai a “esperteza” de vocês?
Precisarão passar por mais quanto sofrimento até perceberem que só depende de uma grande mudança?
Enquanto vocês matam o mundo e continuam destruindo o que resta.
Eu fico aqui lamentando na esperança.

Mas deixo bem claro que não morro novamente por vocês.


DANIEL BEDOTTI SERRA
09/06/2007.

Um comentário:

ju mancin disse...

Ao invés de faça-se a luz! tenho a sensação que ele disse: faça-se o caos! rs

Adoro texto ritmado!

Muito bom!!!