quinta-feira, 8 de março de 2012


MULHER

Para a outra metade do céu...

Mulher, eu quase não consigo expressar
Minhas emoções confusas na minha negligência.
Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você.
E, mulher, eu tentarei expressar
Meus sentimentos interiores e gratidão
Por me mostrar o significado do sucesso.

Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.

Mulher, eu sei que você compreende
A criancinha dentro do homem.
Por favor, lembre-se: minha vida está em suas mãos.
E, mulher, mantenha-me próximo do seu coração
Por mais que estejamos distantes, não nos mantenha separados.
Afinal de contas, está escrito nas estrelas...

Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo,
Bem...

Mulher, por favor deixe-me explicar:
Eu nunca tive intenção de te causar tristeza ou dor.
Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo

Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim...

JOHN LENNON
MÚSICA: WOMAN
ÀLBUM: DOUBLE FANTASY

domingo, 4 de março de 2012


MATINAL

Em tempos de crise... 
Em tempos de vacas gordas...
Em tempos de vasta cultura...
Em tempos de ditadura...

Em tempos de plantio...
Em tempos de colheita...
Em tempos de loucura...
Eu me encontro na doença!
Eu me encontro na sua fartura!

De tempos em tempos eu me odeio por alguém
Alimento os meus ossos
Quando a agulha não encontra minhas veias

Meios de comunicação...
Comunicam a sadia população...
Informando o pobre povo...
Sobre a mentira que assola a corrupção

Pobre corrupção!
É um vulcão em erupção
Macacos de macacão...
Seria uma ilusão?!

Vida de ilusão?!
Soldados de vermelho mantidos em garrafas de formol
Pobres generais...
Lutando a guerra de seus ancestrais

A mentira de um passado
Verdades enterradas... tão fundo... tão só!!
Lá no fundo do mar...
Matinal

DANIEL BEDOTTI SERRA 

sexta-feira, 2 de março de 2012


A MORTE DO MENINO - O NASCIMENTO DO ADULTO

Não sou mais menino...
Nem mocinho... nem amigo do bandido...

Saí de casa... deixei toda uma história guardada naquele lugar especial... levei apenas comigo meus pertences e a lembrança guardada em meu coração...

Meus genitores sempre verei... sempre amarei...  
Meus amigos de verdade sempre verei... sempre amarei...
Mas tenho que deixar um lugar e partir para outro... Plantar outras flores... Conhecer outras pessoas... constituir uma família de fato... Ser feliz em nova situação...

Hoje tenho mulher e filha... Já posso dizer que a partir de hoje sou casado... sim, sou casado... porque nós (eu e ela) nós casamos... Mas antes mesmo de casarmos fizemos nossa sequência nesse mundo... nossa filha...

Hoje começa tudo outra vez
Então, que venha o REINÍCIO...

DANIEL BEDOTTI SERRA

quinta-feira, 1 de março de 2012


UMA BARATA CHAMADA KAFKA

INIMIGOS DO REI

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


DESGRAÇA GLOBALIZADA

Palavras que passeiam pela minha mente
Organizando de forma diversa a minha razão
Discursa solenemente
Atacando irremediavelmente meus neurônios de plantão

Citou Aristóteles, John Lennon, Gandhi e Platão
Urânio, a Terra e Plutão
Estados Unidos da América, Suécia e Afeganistão
E, por fim, os Índios brasileiros, os punks da Inglaterra e os famélicos do Sudão

Minha cabeça interrompia, mas as palavras não paravam de falar
Inundavam o meu cerébro 
Drenavam o meu sangue
Que pela minha boca passaram a escapar (jorrar)

Válvula de escape!!
Forma de uma ruptura cerebral evitar
O corpo estava reagindo ...
... mas o inimigo nº 1 do Estado não parava de atacar

De repente as palavras ficaram oprimidas
Até que enfim tiros calaram Kennedy, Martin Luther King, Chico Mendes e Che Guevara
E o Demônio saiu da prisão em seu tranquilo caminhar

Jesus Cristo não aguentou a cena que assistia
Mas ao contrário do que o povo do mundo esperava
Resolveu, cansado, amargurado, após tanto sacrifício, se matar
E o mal, irremediável, continua a reinar

DANIEL BEDOTTI SERRA

domingo, 26 de fevereiro de 2012


COMO

Como ela é fácil... Como ela é difícil... Como ela é ranzinza... Como ela é incrível... Como ela dança... Como ela encanta... Como ela me goza... Como ela descansa... Como ela me toca... Como ela se toca... Como ela bate... Como ela se bate... Como ela gargalha... Como ela me faz gargalhar... Como ela me abraça... Como ela faz me apaixonar... Como ela é linda... Como ela é gostosa... Como ela é dengosa... Como ela é charmosa no seu conquistar!!!

DANIEL BEDOTTI SERRA

sábado, 25 de fevereiro de 2012


GÁS INFLAMÁVEL

Eu me divirto com tão pouco...
Mas preciso querer muito mais!

Eu me adapto como poucos...
Mas uma hora explode o balão a gás!!

E o gás é inflamável!!

DANIEL BEDOTTI SERRA

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


MENTE IMPENETRÁVEL

Analiso a situação, me consolo e recuo
Não, eu não quero problemas... eu não quero brigar!!
Trazendo a tona mais um pesar

Olhos que não me deixam cegar
Mas não entendo... não consigo acreditar
Não consigo nessa mente entrar
Para entender o que se passa

Mente impenetrável!!
Mais parece um jogo de adivinhação
Daqueles que suspende o TEMPO... causando uma sensação de suspense
Até o final com a devida solução

Solução que surge com o diálogo entre as partes envolvidas
Mais parece um dissídio coletivo entre partes desiguais 
Afinal, sempre há alguém com mais verdade no meio dessa relação
GREVE até que se encontre uma ótima solução

DANIEL BEDOTTI SERRA

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


HÁ VINTE E CINCO ANOS ATRÁS...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


HOMEM DE LUGAR NENHUM!!!

Ele é real... mas é de lugar nenhum
E em lugar nenhum ele reina o seu reino
Seu ponto de vista é único, porém, insignificante... pois em lugar nenhum nada há para reinar
Sua cabeça vive vazia já que nada há lá dentro
Seu quarto é seu quartel general
Seus brinquedos são seus soldados, armas e tanques de guerra...
Tudo para defender a Terra de lugar nenhum
E, por essa razão, o mundo vive sob o seu comando
É nisso que sua mente acredita

DANIEL BEDOTTI SERRA

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


HOMEM DE FERRO

Eu vivo... logo, eu me chamo (tenho um nome)
Com o tempo adquiri uma personalidade (tenho orgulho dela)... Através da educação e da minha vivência, adquiri confiança...
Pois fui moldado por minha família... através dela construí relações de amizade... construí uma profissão (sou advogado)... construí uma reputação... e possuo um lazer permanente (sou músico)...
Em razão disso tudo, construí minha própria família (tenho mulher e uma filha)...
Adquiri responsabilidades... pago muitas contas...
Logo, eu tenho orgulho por tudo isso e não vou deixar ninguém me dizer que eu não sou o que eu sou... HOMEM!!

DANIEL BEDOTTI SERRA  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


CANÇÃO NOTURNA

Misterioso luar de fronteira
Derramando no espinhaço quase um mar
Clareando a aduana
Venezuela, donde estás?

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Minha camisa estampada com o rosto de Elvis
A minha guitarra é minha razão
Minha sorte anunciada
Misteriosamente a lua sobre nada

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

Vem, mamacita, doida e meiga
Sempre o âmago dos fatos
Minha guerra e as flores do cactos
Poema, cinema, trincheira

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Um cego na fronteira, filósofo da zona
Me disse que era um dervixe
Eu disse pra ele, camarada
Acredito em tanta coisa que não vale nada
Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Velejando, viajando, sol quarando
Meu querer, meu dever, meu devir
E eu aqui a comer poeira
Que o sol deixará

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
 
SKANK