segunda-feira, 17 de novembro de 2008


O JARDIM DOS ANJOS PERDIDOS

O sol os alimenta
Para não os deixar frio passar
Junto com a chuva que os rega
Para não os deixar queimar

Nasceram presos enraizados no solo
A terra os segura, não tendo para onde ir
Prendendo-os
Para que durante muito tempo possam refletir

Refletir e se arrepender
Por terem cometido erros
E aprenderem
Que tudo tem um preço

O que fazes hoje
Reflete no seu dia posterior
Devolvendo-os em dobro
A mesma dor

A própria consciência
Pode ser o seu maior julgador
Pois é o julgamento próprio
Vem do interior do pecador

Dói mais do que ouvir os outros lhe dizendo
Pois nem você consegue perdoar a si mesmo
Não tem para onde fugir
E não adianta sentir medo

A solução é reconhecer os erros, aceitá-los e tentar mudar
Para, desse jardim, poder se soltar
Não é o bastante depender do sol e da chuva
Você também deve caminhar

Caminhar em direção a um propósito
E na dúvida, opte pela evolução
Sempre que perceber que já aprendeu algo
Parta para outra opção

A mente deve estar preenchida
Ocupada para cada vez exercê-la melhor
Uma mente bem trabalhada
Significa felicidade ao seu redor

Cuide bem do seu jardim
Para que esteja sempre bonito
Bem freqüentado
Mesmo que também pelos Anjos Perdidos

Isso apenas significa que eles também têm o seu lugar
Mas esse estado deve ser passageiro
Não pode por muito tempo perdurar
Pois o jardim, apenas com esse tipo de presença, pode estragar

Daniel Bedotti Serra
23/10/2008

Um comentário:

raTo! disse...

ahahahaha, é malandro, aqui é faca na caveira!

lógico que a literatura que se lê acaba influenciando na escrita, mas neste caso não teve nada a ver com leitura não...

escrevi sobre um fato isolado, é que pra variar não gosto de ser mto claro naquilo que escrevo, assim cada um tira a sua interpretação, e pode ser usado de uma forma ampla.

abraxxx,