quarta-feira, 16 de abril de 2008


PROCON – UMA RÁPIDA SOLUÇÃO EVITANDO UM PODER JUDICIÁRIO ATOLADO

É lamentável que para buscar seus direitos na Justiça, os paulistanos aguardem de 2 a 10 anos o final de um processo. Isso é um absurdo. Certas coisas acontecem, mas não conseguimos entender porque acontecem. Mas tudo bem, a intenção aqui é trazer solução e não apenas criticar aquilo que todos nós já sabemos, que o poder judiciário é lento.

Para a maioria das mais variadas ações que são distribuídas nos fóruns do nosso Estado todos os dias, ainda não temos uma solução rápida, a não ser aguardar e torcer para que se resolva rápido, mas com os litígios sobre as relações de consumo podemos utilizar o PROCON (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), que tem ajudado muitas pessoas, orientando, solucionando problemas, e quando não obtem êxito na solução dos problemas remete o caso para o Juizado Especial Cível da jurisdição competente.

O PROCON é um órgão brasileiro de defesa do consumidor, ele atende e orienta as pessoas sobre os seus direitos, indicando a melhor maneira de resolver um problema relacionado às relações de consumo. Por exemplo, um protesto indevido provocado por um banco, um automóvel comprado com defeito sem que o consumidor saiba da existência de um problema, contas de telefone que foram clonadas, alimentos estragados comprados em um supermercado e etc. Todos esses são exemplos de problemas que podem ser solucionados no PROCON.

Assim que o PROCON é acionado, ele ouve o que a parte tem a dizer e notifica a parte contrária (aquela que supostamente tenha causado o problema) marcando uma data para que as partes discutam o fato ocorrido e tentem chegar a um acordo de maneira amigável, sem precisar se socorrer no poder judiciário. Essa reunião se parece com uma audiência, de um lado fica a parte reclamante e do outro o reclamado, a reunião é comandada por um conciliador devidamente instruído para ajudar na solução do problema explicando os direitos e os deveres das partes de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

Boa parte dos litígios que são levados ao PROCON são resolvidos com êxito, e infelizmente muitas pessoas não têm conhecimento desse tipo de serviço, que é feito gratuitamente.

Concluindo, o PROCON orienta, soluciona e quando não consegue solucionar fazendo com que as partes entrem em um acordo, encaminha o litígio para o Juizado Especial Cível.

Não deixe de fazer valer seus direitos pois em questões relacionadas ao consumo você já tem uma solução rápida e eficaz.

Para saber mais acesse: www.procon.sp.gov.br

Daniel
30/07/2007

Texto publicado no Jornal Chega São Paulo

segunda-feira, 14 de abril de 2008

E AGORA JESUS?

Na minha frente eu só enxergo o caos, e como diria Herbert Vianna, no caos ninguém é cidadão.

Atravessamos o ano 2000 e o Bug do Milênio não nos pegou, ainda estamos vivos, cada vez mais acordados, batalhando uma vida melhor. A concorrência é brutal e desleal, fazendo com que os seres humanos cada vez mais desconfiem uns dos outros, ninguém acredita em ninguém, ninguém acredita no amor e sem amor nada é possível.

Falta doar um pouco mais ao próximo, estender a mão faz bem. Aqui no Brasil dependemos disso, da ajuda das pessoas, da colaboração entre o próprio povo porque o Estado Democrático de Direito está falido, ele não é tão democrático como deveria ser, por pura sacanagem, simples descaso com o cidadão. Pra onde vão nossos quatro meses trabalhados de impostos? Pra segurança pública? Pra educação? Não! Não vão a lugar algum a não ser para os bolsos sujos desses corruptos sangue-sugas que comandam nosso país.

Enquanto “eles” fazem a festa no Planalto o povo se mata tentando viver, ninguém acredita mais em ninguém, cada um jogando o combate da vida de forma imoral, passando por cima dos bons costumes eis que não é possível ganhar dinheiro nessa selva de pedra a não ser roubando e às vezes até matando pra se alimentar, pra viver.

“Eles” conseguiram acabar com a moral do povo.

Na prisão existem muitos “ladrões de galinha”, pessoas que roubam pequenas coisas e às vezes o que roubam é comida pra se alimentar, um leite para dar ao filho recém-nascido que não tem o que mamar uma vez que sua mãe não tem leite por estar desnutrida.

E agora Jesus? O que fazer?

Quem será que são os verdadeiros ladrões desse país? Quem será que são os verdadeiros homicidas desse país? Quem vai pro céu e quem vai pro inferno diante de tanto caos? Como separar as pessoas que se perderam no meio do caminho por causa de um sistema falido dos que nasceram com vontade de fazer o mal?

Estamos abandonados vivendo num sistema falido e um exemplo disso é que muita gente furta pra comer aos domingos, mas desde quando furto é crime nesse país de bandidos?
E agora Jesus?


Daniel Bedotti Serra
2005

domingo, 13 de abril de 2008


O FILÓSOFO E O DIÁRIO


Hoje eu inicio o meu diário filosofando sobre as oportunidades que a vida nos dá, sobre os diversos ângulos de se enxergar uma mesma situação, em como a vida se parece com um rabo de lagartixa que se regenera quando cortado, em como ela se parece com o corpo que se restabelece quando ocorre um machucado.

O sol é para todos meu bem, mas a chuva também, portanto temos as mesmas qualidades de qualquer pessoa, basta apenas buscarmos no nosso íntimo essa felicidade tão almejada, mas tão distante ao mesmo tempo.

Distante por nos distanciarmos dela sempre que tropeçamos, sempre que acontece algo que não queremos. Por termos dificuldade em falar abertamente sobre nossos sentimentos com quem gostamos. Seja mais você. Enfrente o medo e exponha o seu ponto de vista. Quando meu último namoro acabou ouvi de uma amiga o seguinte: "Pense que você tinha mil motivos para ser feliz antes do seu namoro terminar, e agora que terminou você continua com 999 motivos para ser feliz". Ela tinha razão.

Meus queridos, o universo conspira ao nosso favor, portanto, pare de reclamar, se ele mudou algo em seu caminho era para o seu bem, acredite nisso. Confie nisso! Ou viva uma vida reclamando dos imprevistos que ela nos trás. A vida é uma constante evolução, e o ser humano também, por isso os relacionamentos amorosos são imensamente difíceis, porque a evolução de uma pessoa independe da outra. Nunca acredite num amor eterno, mas sim, valorize o seu momento com quem você gosta. Porque isso sim lhe trará boas recordações.

E quando digo para não acreditar num amor eterno, não significa que eu não acredite no amor, mas sim, que a vida é eterna, e nela podemos encontrar diversos amores, e não um só. Por isso, digo para aproveitar o momento. Cada amor encontrado, lhe ensinará algo e você também ensinará algo. Vivemos milhões de anos, então jamais nos relacionaremos com uma única pessoa. Se isso fosse possível não haveria evolução. Qualquer relacionamento, seja amoroso ou não, lhe trará algo positivo. Caberá a você saber transformar algo ruim em algo bom.

Outro conselho do filósofo é, se estiver cansado de procurar e só encontrar as pessoas erradas, pare de procurar, deixe que te encontrem, mas preste atenção, seja observador para não deixar passar mais uma oportunidade porque às vezes elas podem ser únicas. E também não deixe que alguém lhe faça mal, uma vez tudo bem, porque errar é humano, mas reincidir no erro já é sacanagem.

Quando Jesus Cristo disse para ceder a outra face quando alguém batesse na outra, não quis dizer para você ser um saco de pancadas, mas sim que você não deve revidar na mesma moeda, e que também tem o direito de manter-se afastado dessa pessoa que lhe fez mal. Não somos obrigados a gostar de quem não gosta da gente, mas também não precisamos fazer o mesmo que fazem com a gente.

Pense comigo: Se alguém lhe dá um presente e você não aceita esse presente, de quem é esse presente? Ainda é da pessoa que lhe deu, certo? Certo! Sendo assim, se alguém xingar você e você não aceitar esse xingamento, de quem pertence essa ofensa? De quem lhe ofendeu! Logo, não perca seu tempo absorvendo coisas ruins enviadas pelos outros, mantenha sua estrutura emocional em dia pois a vida vai exigir de você por coisas mais úteis e às vezes até mais perigosas.

O filósofo se despede do seu diário contente, feliz e a vontade para deixar esse texto a quem possa interessar. Até a próxima!!!



Daniel Bedotti Serra
19/03/2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008


O DIA D

Dia bonito e ensolorado, porém, com tristeza e saudade.


Não Vá Embora

Uma manhã fria e coberta de geada, não há muito para dizer
Sobre as coisas presas na minha mente
Conforme o dia ia amanhecendo, meu avião partia
Com todas as coisas presas na minha mente.

E eu não quero estar lá quando você cair...
E eu não quero estar lá quando você atingir o chão...

Então não vá embora, diga o que disser.
Mas diga que você ficará
Para sempre e mais um dia... durante meu tempo de vida.
Pois eu preciso de mais tempo, sim, eu preciso de mais tempo
Simplesmente para acertar as coisas.

Dane-se minha situação e os jogos que eu tenho de jogar.
Com todas as coisas presas a minha mente.
Droga de educação, eu não consigo achar as palavras certas
Sobre as coisas presas na minha mente.

E eu não quero estar lá quando você cair...
E eu não quero esta lá quando você atingir o chão...

Então não vá embora, diga o que disser.
Mas diga que você ficará
Para sempre e mais um dia... durante meu tempo de vida.
Pois eu preciso de mais tempo, sim, eu preciso de mais tempo
Simplesmente para acertar as coisas.

Eu e você, o que está acontecendo?
Tudo que parecemos saber é como mostrar
Os sentimentos que estão errados.
Oasis

quarta-feira, 9 de abril de 2008


Das pessoas que se foram, essa é a mais importante e mais marcante na minha história. Convivemos juntos desde o meu nascimento até a sua ida em 30 de dezembro de 2004. Até hoje sentimos sua presença dentro de casa, nas reuniões familiares, nos jogos do Palmeiras. Sua voz e seu jeito eram tão marcantes que até da sua voz me lembro perfeitamente. Basta eu imaginar e eu consigo ouví-lo falando comigo.

Hoje eu entendo perfeitamente que aquela era sua hora, mas num primeiro momento foi muito difícil olhar na cama ao lado e não vê-lo mais lá. Não vê-lo me xingando sempre que o Palmeiras perdia algum jogo. Não vê-lo indignado com a política dizendo que queria ter uma metralhadora pra matar um por um. Não vê-lo pra ouví-lo contar as suas diversas histórias sobre os índios, dentre tantas outras coisas.

Obrigado pela família que o Senhor me deu. Pela mãe e pelos tios e consequentemente os primos e meu irmão.

Nós amamos você José Bedotti!!!


MEU QUERIDO ZÉ
Por onde tu andas meu querido Zé?
Debaixo dos braços do Senhor?
Em casa, tu deixastes teus pertences
E durante um tempo um pouco de sua dor.

No café da manhã sinto sua falta
Na hora do almoço falta um prato na mesa
De tarde sua cama está vazia
Mas de noite sua alma nos corteja

Você saiu sem ao menos poder se despedir
Talvez seja esse o meu motivo de mágoa
Não poder agradecer por tudo antes de você partir
Mas dizer que, um dia, essa saudade a gente mata

Você morreu para viver eternamente
Em alguma das moradas do Senhor
Caminhando com os pássaros livremente
E isso alivia minha dor

Hoje sabemos que estais bem melhor
Caminhando pela luz e buscando a sua merecida paz
Jamais esquecerei do nosso último encontro
Onde você me recebeu dizendo: “Você por aqui, rapaz?”

Ainda vejo seus olhos azuis quando me olho no espelho
Fico imaginando você passeando pelas "Palmeiras" em outra dimensão
Torço pra que um dia todos nós nos encontremos
Em algum Natal no meio do século XXI, em uma nova reunião.

Meu querido Zé, agora é hora de se despedir
Eu vou para os meus afazeres e você faça os seus por aí
Quem sabe essa noite eu não tenha uma nova visão?
E possa, de novo, receber a sua bênção

Jesus, eu lhe entrego meu Avô
Nunca o deixe sozinho, ele não merece sentir dor
Olhe por sua alma e ilumine seu caminho
E assim eu vou embora, despreocupado e tranquilo.


Daniel Bedotti Serra
06/02/2007

terça-feira, 8 de abril de 2008


JOHN LENNON - 8 de dezembro de 1980/New York

Essa semana vou postar algo sobre pessoas que se foram e que de alguma maneira influenciaram minha vida. De preferência com alguma curiosidade.

Ontem postei a carta de despedida do Kurt Cobain, vocalista e líder do Nirvana, e hoje vou postar algo que acredito que a marioria das pessoas que lerem essa postagem não saberão quem é esse cara ao lado do John Lennon na foto.

O dia da foto é 08 de dezembro de 1980, em New York e esse cara ao lado dele se chama Mark David Chapman, o cara que horas depois de pedir esse autógrafo pro Lennon (que foi registrado por um fotógrafo) lhe deu 5 tiros pelas costas, matando-o. Lennon morreu enquanto um taxista o levava a um hospital. Suas últimas palavras foram: "I´m pain!"

Mark David Chapman era um fã dos Beatles e colocou a idéia de matar Lennon na cabeça porque achava que ele havia traido os ideais dos anos 60. Não me perguntem o que ele entendia por isso porque o mundo inteiro não sabe. Logo depois de desferir os tiros que matou o líder dos Beatles, Chapman simplesmente retirou o livro "O apanhador no campo de centeio" do bolso, sentou na calçada e continuou a lê-lo da página onde havia parado da última vez. Não reagiu quando a polícia chegou, apenas se entregou.

Essa foto foi tirada pela manhã, Chapman pediu um autógrafo ao cantor, Lennon assinou a capa do último álbum dele e deu na mão do suposto fã, ainda perguntou gentilmente se Chapman queria mais alguma coisa e este disse que não.

Lennon entrou no carro e foi para o estúdio de gravação com sua esposa Yoko Ono, e Chapman ficou o dia inteiro na frente do prédio esperando Lennon voltar. Por volta das 23:00 Lennon voltou, Chapman esperou ele passar e disse: "Mr. Lennon", e antes que John se voltasse a ele novamente Chapman atirou. Lennon caiu, o porteiro do Dakota, prédio onde John morava, perguntava desesperadamente para o atirador: "Você tem noção do que você fez? Você sabe em quem você atirou?" E Yoko também olhava para ele e perguntava às pessoas: "Quem é esse monstro que atirou no meu marido?"

A sua morte foi espalhada pelos quatro cantos do mundo. Em poucas horas o mundo inteiro chorava a morte de Lennon e o fim do sonho de ver os Beatles reunidos novamente.

Anos mais tarde, em entrevista pro mundo inteiro Chapman pediu desculpas ao mundo pelo que fez. Disse que estava possuído pelo demônio e que uma voz dizia no seu ouvido para matar Lennon. Continua preso até os dias de hoje.
O video que eu vou deixar aqui mostra como foram os momentos seguintes após a morte de Lennon. Milhares de pessoas reunidas no Central Park chorando e cantando suas músicas. Esse video já começa com um locutor anunciando a morte do cantor em pleno estádio. A música do video se chama God (Deus).
Daniel

segunda-feira, 7 de abril de 2008


KURT COBAIN
Dia 05/04/2008 fez 14 anos do suicídio desse cara.
Abaixo segue a carta de despedida dele:


Para Boddah

Falando como um simplório experiente que obviamente preferiria ser um efeminado, infantil e chorão. Este bilhete deve ser fácil de entender. Todas as advertências dadas nas aulas de punk rock ao longo dos anos, desde minha primeira introdução a, digamos assim, ética envolvendo independência e o abraçar de sua comunidade, provaram ser verdadeiras.

Há muitos anos eu não venho sentindo excitação ao ouvir ou fazer música, bem como ao ler ou escrever. Minha culpa por isso é indescritível em palavras. Por exemplo, quando estou atrás do palco, as luzes se apagam e o ruído ensandecido da multidão começa, nada me afeta do jeito que afetava Freddie Mercury, que costumava amar, se deliciar com o amor e adoração da multidão - o que é uma coisa que totalmente admiro e invejo.

O fato é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo para vocês e para mim. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo que estou me divertindo 100 por cento.

Às vezes acho que eu deveria acionar um despertador antes de entrar no palco. Tentei tudo que está em meus poderes para gostar disso (e eu gosto, Deus, acreditem-me, eu gosto, mas não o suficiente).

Me agrada o fato de que eu e nós atingimos e divertimos uma porção de gente. Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor as coisas quando elas se vão. Eu sou sensível demais. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que tinha quando criança. Em nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte de todas as pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs de nossa música, mas eu ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que tenho por todos. Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal. O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, pequeno homem de Jesus.

Por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei! Tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia e uma filha que me lembra demais de como eu costumava ser, cheio de amor e alegria, beijando todo mundo que encontra porque todo mundo é bom e não vai fazer mal a ela. Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar. Mal posso suportar a idéia de Frances se tornando o triste, autodestrutivo e mórbido roqueiro que virei. Eu tive muito, muito mesmo, e sou grato por isso, mas desde os sete anos de idade passei a ter ódio de todos os humanos em geral. Apenas porque parece muito fácil se relacionar e ter empatia. Apenas porque eu amo e sinto demais por todas as pessoas, eu acho.

Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais a paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos.

Paz, Amor, Empatia.

Kurt Cobain
Frances e Courtney, estarei em seu altar. Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances. Pela vida dela, que vai ser tão mais feliz sem mim. EU TE AMO, EU TE AMO!
*Boddah - Ursinho de pelúcia que ele brincava quando pequeno;
*Aos 7 anos seus pais se separaram.

sábado, 5 de abril de 2008



Eu bebo, logo eu consigo conversar com os imbecis!!!
Bom sábado a todos que pretendem beber!!!
DANIEL

sexta-feira, 4 de abril de 2008


O ROCK E EU

Sempre tive uma relação 100% intimista com esse estilo de música chamado Rock n’ Roll. Desde meu nascimento até os presentes dias vivenciei diversas coisas importantes criadas pela música e como consequência, todas as alterações que ela produziu na sociedade, assim como no comportamente de uma determinada parcela da sociedade, especialmente os jovens, sendo no seu modo de se vestir, sendo no seu estilo de vida.

Com apenas um ano e pouco de vida presenciei a morte do Beatle John Lennon, que com cinco tiros desferidos por um psicopata acabou morto, matando junto todo o sonho de uma geração, inclusive com o meu mais tarde, que era ver os Beatles reunidos novamente.

Desse ponto de partida até o seguinte levaram-se alguns anos, quando em 1989 eu ouvi pela primeira vez o álbum “Cabeça Dinossauro” dos Titãs. Esse álbum mudou minha vida aos 10 anos de idade e a partir dali eu nunca mais seria o mesmo.

No ano seguinte, o momento mágico e tão esperado na vida de quase todo brasileiro aconteceria. Paul McCartney confirmava um show no estádio do Maracanã. Bom, resumindo porque minha vida junto ao Rock é extensa, foi a partir dessa vinda do ex-beatle ao Brasil que começou minha paixão pelos Beatles. Eu não fui ao show, mas naquele momento soube quase tudo sobre eles.

O passo seguinte seria aprender a tocar guitarra e montar uma banda. Eu queria ser que nem os Beatles. Assim surgiu o meu interesse pela música.

O início da década de noventa foi simplesmente sublime na minha formação como ser humano e como músico, compositor, ouvinte, seja lá mais o que se encaixar aí. A partir desse momento eu presenciei diversas mudanças culturais por causa da música, vi alguns movimentos surgirem, vi artistas nascerem e morrerem, como resumirei a seguir.

Eu vi o lançamento do álbum Nevermind do Nirvana em setembro de 1991 com a potente e diferente ‘Smells like teen spirit’. E com ela surgia o movimento grunge, movimento esse que trouxe quatro das maiores bandas já vistas desde o nascimento do Rock. São elas: Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e o próprio Nirvana.

Em 10 de dezembro de 1992 assisti ao show do Guns n’ Roses no estacionamento do Anhembi, debaixo de uma forte chuva que na minha opinião apenas deixou o show melhor. Essa foi uma das melhores performances ao vivo já assistidas por mim.

Em janeiro de 1993 assisti no estádio do Morumbi o Hollywood Rock, e nesse dia tocaram como bandas principais: Red Hot Chilli Peppers e Alice in Chains. Na minha opinião o Alice in Chains foi o melhor show da noite.
Dia primeiro de maio foi a vez de ver o Metallica no estádio do Parque Antártica. Tocaram tudo e mais um pouco da carreira extensa deles. Uma pena que hoje eles agonizam. Se fossem espertos lembrariam da famosa frase de Kurt Cobain na sua carta de despedida: “É melhor queimar do que evanescer”.

Em 03 de dezembro do mesmo ano, tive o prazer de ver o Sir Paul McCartney no estádio do Pacaembu. Foi o show mais mágico e lindo que vi na minha vida. Ele com seus 51 anos de idade cantando Can´t Buy Me Love, Penny Lane, Yesterday, Let it Be, Hey Jude, Back In The USSR, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, dentre outras foi impressionante. Ao meu lado meu pai não parava de chorar dizendo pra mim: “Eu esperei trinta anos para ver esse show”. E eu pensava sem nada dizer: “Eu esperei apenas três”.

Em 1994, também no Hollywood Rock, foi a vez de eu assistir os shows do Live, Sepultura, Ugly Kid Joe e Robert Plant, vocalista da banda Led Zeppelin.

Nesse mesmo ano, três meses depois com um tiro na cabeça acompanhei um momento que eternamente ficará gravado na história do Rock, o suicídio de Kurt Cobain, líder do Nirvana. Nesse dia eu chorei.

Por dois anos após essa tragédia fiquei carente de boa música, fiquei sem referência nenhuma já que tudo o que eu gostava havia acabado. Até que em 1996 chegava aqui no Brasil o álbum ‘What’s The Story Morning Glory’ do Oasis. Bom, quem gostava de rock na época sabe do que estou dizendo.

Foi paixão a primeira vista. Para mim eles eram os Beatles da minha geração.

No ano seguinte o tão aguardado álbum do Oasis, ‘Be Here Now’ foi lançado e em 21 de março de 1998 eles tocaram no Brasil, em São Paulo no estacionamento do Anhembi. Outro momento importante vivido por mim e para mim.

Nos anos seguintes apenas acompanhei a carreira dessa banda, e em 2001 assisti o meu primeiro Rock in Rio, com a volta do Guns n’ Roses, Oasis, Ultraje a Rigor, Ira, Patu Fu e diversas outras bandas. Foi o melhor festival que assisti, em todos os aspectos.

Nesse mesmo ano morria Layne Staley, vocalista do Alice in Chains.

Bom, em uma década vivi intensamente todo e qualquer rock produzido e que chegava até a mídia, aos meios de comunicação. Essa década não tem sido muito boa como a anterior. Me recordo apenas das mesmas bandas velhas que sobreviveram, e do System Of a Down. Achei interessante a volta do Smashing Pumpkins também que é outra banda maravilhosa.

Escrevi tudo isso porque depois de anos sem ouvir algo que realmente me tocasse a alma, tive o prazer de ver o nascimento do álbum ‘Machine 15’ de uma banda chamada Millencolin. Na verdade eu já conhecia essa banda e alguns álbuns deles, mas esse foi o primeiro deles que vi nascer, assim como o ‘Mornig Glory’ e o ‘Be Here Now’ do Oasis; o ‘Nevermind’ e o ‘In Utero’ do Nirvana, o ‘Raimundos’ da banda Raimundos, o 'Ok Computer' do Radiohead. E por mais que alguns digam que não é o melhor deles, é o que está marcando um único e novo momento na minha vida. Um momento de mudanças, e a trilha sonora básica está sendo esse álbum.

De tudo que eu vi, espero apenas que meus filhos possam ver metade disso.
Boa sexta pra todos!


DANIEL BEDOTTI SERRA
04/04/2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008


É FÁCIL VIVER DE OLHOS FECHADOS

É fácil viver com os olhos fechados
Tente e responda-me você mesmo
Distorcendo tudo aquilo que você vê
Mudando para aquilo que você realmente queira ver
No mundo real você fica preso entre quem você é e aquilo que gostaria de ser
De olhos fechados você é apenas o que gostaria de ser
Colhendo frutos de plantas não plantadas
De piadas que antecederam gargalhadas

Aqui, você é o único dono do seu próprio mundo
Lá, você vive o mundo que criaram pra você viver
Plantando sem colher frutos
E colecionando tombos que antecedem as lágrimas

De olhos fechados você pode realmente voar
No mundo real você tem que viver com os pés no chão
Custando muito pra sua vida guiar
Tomando remédios pra não enlouquecer

Lá, isso é o que te segura
Aqui, sua mente é suficiente

DANIEL BEDOTTI SERRA
08/06/2006

quarta-feira, 2 de abril de 2008


PASSADO ESCRITO

Segunda-feira, dia 07 de agosto de 2006, eu levanto da cama, me apronto pra enfrentar mais um dia, tomo meu café da manhã e pego uma carona até o banco com meu pai. O dia está ensolarado e bonito e do lado de dentro do banco eu olho para fora através do vidro e tenho a sensação de retornar ao passado. Sabe aquela sensação de reviver outros momentos? Momentos que se foram? Então, isso é o que se passa naqueles segundos.

De repente, retorno à minha infância, no prédio que praticamente eu nasci, e que infância feliz, cheia de sonhos, cheia de amigos, brincando o dia inteiro, chegava em casa morto de cansaço, não tinha forças pra mais nada, apenas pra tomar banho, jantar e dormir. E me questiono: Quantas crianças não tiveram o que eu tive na infância?

De todos esses amigos, alguns permaneceram, outros se foram, outros vão se casar, mas todos estão bem guardados no meu peito, cada um com seu jeito e com sua importância na minha vida. Será que todos sabem o significado de uma amizade?

Nessa mesma época entrei na minha primeira escola, tudo é novo, mas é inevitável o choro pela ausência da mãe, aquela sensação de que ela nos abandonou, mas com o tempo a gente acostuma e percebe que foi apenas mais uma demonstração de carinho por parte dos pais, querendo apenas nosso crescimento. Quantas crianças não tiveram seus pais ou perderam os seus na sinuosa estrada da vida?

Quando chego a minha segunda escola me lembro do meu primeiro amor, seu nome era Fernanda, todo dia fazia minha mãe escrever numa máquina de escrever cartinhas de amor que eu ditava pra no dia seguinte, ao fim das aulas daquele dia, jogar pela janela do ônibus escolar enquanto ela esperava do lado de fora do ônibus. Jamais a esqueci. Até hoje penso como ela estaria e confesso que gostaria de vê-la novamente. Nem é preciso dizer que diversas crianças pelo mundo nem sabem qual é o significado da palavra amor né?!

O tempo passa, surge o amor pela música, os primeiros acordes no violão, a primeira guitarra e a primeira banda. Tudo passa rápido pela minha cabeça. A primeira decepção no amor, o primeiro trabalho, o primeiro salário, o primeiro carro, o primeiro namoro de verdade e a minha primeira perda. Perda irreparável.

Me recordo das dificuldades mas também de como cheguei até aqui. Saudades, saudades e mais saudades de tudo o que eu vivi, de todas as pessoas que eu conheci e que não estão mais comigo. Olho pra trás e tenho a sensação de que tive um passado interessante e agradeço todos os dias por ele e por ter chegado até aqui, mas porque será que relembrei tudo isso? Não sei. Será que é porque os dias estão cada vez mais difíceis? Será que é porque não se sabe o dia de amanhã? Porque será que nem todos têm os mesmos direitos, as mesmas chances? Realmente não sei, mas o que realmente importa é que, no meu caso, valeu a pena, e como valeu. Quem sabe um dia todos tenham um passado escrito pra ser lembrado como eu tive.

Daniel
07/08/2006

terça-feira, 1 de abril de 2008

O HOMEM INVISÍVEL
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Porque minha tristeza nunca chega ao fim?
Acho que existe um anjo triste perto de mim.
Secando e destruindo meu amor.
Amor esse que eu pensei em dar a você como uma flor.
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Algumas chances eu sei que desperdicei.
E pra piorar, a derrota é mais forte do que qualquer coisa que já almejei.
Você chamou minha atenção desde o primeiro momento que te avistei.
E meu coração se derreteu e assim me apaixonei.
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Mas porque razão me apaixonar se pra você eu sou invisível?
Há tempos não sei o que é ter a força e ser invencível.
O máximo que eu consigo é ser “o amigo”.
O homem invisível, é assim que mais uma vez eu me sinto.
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Será que sou um adulto mas que pra certas coisas esse adulto não amadureceu?
Será que me tornei um cara traumatizado porque depois do meu último “tombo” meu coração endureceu?
O gosto de te conquistar ficou amargo e diante de tudo minha alma adoeceu.
Porque com minhas falhas você não ajudou, mas infelizmente aquiesceu.
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Porque será que tão cedo você desistiu?
Você não reparou nos sinais desde o primeiro momento em que me viu?
Há muitos séculos eu estou a contemplar a sua luz.
Parece que só eu lembro do passado e ao me ver nada te seduz.
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Talvez não seja hora de jogar a culpa em você.
Talvez eu não esteja bem e por isso você não possa me ver.
Primeiro, é a mim que tenho que cuidar.
E depois tornar em sua direção para poder te reconquistar.
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Apesar desse sentimento que me aflige, sei que um dia, essa falha em meu espírito irei corrigir.
Enquanto isso não ocorrer, cegos profetas voltarão para dizer que não devo desistir.
Que devo manter a chama acesa de um coração que ainda está batendo.
Que não devo desviar meu caminho e por fim, devo esquecer esse sofrimento.
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Amparado nesses ensinamentos, ou melhor, nessa muleta, destruirei essas “marcas” com a certeza de um final feliz.
O “amigo conselheiro” não deve ser visto como um erro, mas sim como um grande aprendiz.
Depois de todo aprendizado, como um bom pisciano eu irei emergir.
E o homem invisível, pra você meu amor, deixará de existir.
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DANIEL
04/03/2007
Poesia publicada na primeira edição do Jornal Chega São Paulo